Inspeção de motociclos vai ser obrigatória já a partir de Outubro

 

 

Medida terá um custo de 12,5 euros mais IVA e deve abarcar todas as cilindradas.

 

Inspeção de motos

A inspeção obrigatória a motos vai arrancar em outubro e deverá custar 12,50 euros mais IVA, revelou ao JN Paulo Areal, presidente da Associação Nacional de Centros de Inspeção Automóvel (ANCIA), acrescentando que está em conversações com o Governo para estender as inspeções a todos os veículos de duas e três rodas, tratores e máquinas industriais.

Fonte do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas afirmou que a extensão de inspeção às cilindradas mais baixas "está a ser estudada, valendo a pena ser analisada com mais cuidado".

O responsável pelo sector explicou que os centros de inspeção tiveram de fazer investimentos para poder acolher as inspeções a motos "correspondentes a aproximadamente 29% da sua faturação anual", para repartirem um mercado de cerca de 80 mil motos, quando todos os centros fazem cerca de 5,7 milhões de inspeções anuais e faturam 170 milhões de euros.

Ou seja, o que está previsto é que a inspeção a motos seja obrigatória apenas para aquelas que tenham uma cilindrada superior a 250 cm3, (cerca de 80 mil em todo o país), e o que pretende a ANCIA é que sejam abrangidos todos os motociclos e ciclomotores, abarcando assim cilindradas a partir dos 50 cm3, em que se prevê que estejam a circular no país mais de um milhão deste tipo de veículos.

Paulo Areal defende que a obrigatoriedade para as motas com menor cilindrada é até mais urgente do que para as de maior potência porque, segundo os dados estatísticos, são as primeiras que mais estão envolvidas em acidentes, muitos deles mortais

"Sem grande explicação, vamos avançar com uma gama que não cobre o universo de todos os veículos de duas rodas, nem aqueles que mais estão sujeitos a acidentes", observou, acrescentando que a associação tem a reivindicar que todas as cilindradas sejam abrangidas, "aliás, a exemplo daquilo que acontece nos Açores, onde desde 2004 se realizam inspeções aos motociclos".

Em termos percentuais, morre-se muito mais por acidentes devido aos veículos de duas rodas do que aos de quatro, sustenta Paulo Areal, acrescentando que "por cada 100 acidentes com mortes, há três vezes mais a probabilidade de morte quando existe uma intervenção de um motociclo".

O presidente da ANCIA revela que há um estudo da Comissão Europeia que diz que "cerca de 8% dos acidentes de veículos de duas rodas estão relacionados com falhas técnicas", apesar de o problema principal ter a ver com o condutor em si.

"Há uma faixa de veículos que circulam na via pública que não estão sujeitos a qualquer controlo. O primeiro grande objetivo é trazer esses veículos para os centros de inspeção".

 

( Fonte )

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