Microsoft e Facebook colaboram no aumento de velocidade da Internet

 

 

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O Facebook e a Microsoft anunciaram esta semana que vão criar um cabo submarino para aumentar a velocidade da Internet. O cabo vai viajar 6600 quilómetros desde o norte de Virginia, nos EUA, até à cidade espanhola de Bilbau. Com uma largura de banda de cerca de 160 terabytes, as duas empresas afirmam num comunicado citado pela Bloomberg que este será o cabo com maior capacidade a atravessar o oceano Atlântico. A construção do cabo "MAREA", a cargo da empresa espanhola Telefónica, irá começar em Agosto e deverá estar completa em Outubro do próximo ano.

 

A empresa de telecomunicações responsável pela execução do projecto irá vender o acesso ao cabo a outras entidades, mas serão as empresas de Mark Zuckerberg e Bill Gates que terão acesso privilegiado à utilização dos cabos. A aposta neste projecto mostra como as empresas de tecnologia estão a assumir papéis outrora adaptados pelas entidades governamentais e empresas de telecomunicações.

O acesso a uma rápida conexão é particularmente importante para o Facebook, que pretende incentivar os utilizadores a usarem cada vez mais a funcionalidade de vídeos live na rede social e apostar na realidade virtual. Duas actividades que consomem grandes quantidades de largura de banda, escreve o jornal britânico The Guardian. Já a Microsoft quer garantir um serviço rápido e eficiente aos utilizadores dos serviços de rede e "cloud".

A aposta nos cabos submarinos reside, essencialmente, no seu baixo custo, quando comparado com a comunicação feita através de satélite. Além disso, os cabos têm mais capacidade de transmissão de dados, o que explica que 99% da comunicação internacional seja concretizada através de cabos subaquáticos. Já os satélites são usados para difusão e utilizados com população de locais mais remotos.

Não obstante, a utilização de cabos também enfrenta alguns obstáculos. Cerca de oito em cada 10 cabos sofrem agressões externas, a maioria causada por âncoras de navios. Além disso, o movimento de placas tectónicas e outras particularidades geológicas também interferem na conservação dos cabos,explica um artigo da CNN. Os cabos estão desenhados para durarem um período de 25 anos e a sua capacidade e custo variam consoante o destino e o número de ramificações e países que abrange e o mercado que estão a servir.

De acordo com o Mapa de Cabos Submarinos, existem cerca de 15 cabos a ligar os Estados Unidos da América à Europa.

 

( Fonte )

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